sexta-feira

Lua Negra : uma Oração à Grande Mãe

"Em todas as Eras têm havido mulheres e homens cujas almas têm sido profundamente tocadas pela Natureza, pessoas para as quais as Estrelas falam do seu gracioso silêncio, para as quais a Lua não é só um corpo celeste, para as quais as plantas e os densos bosques são como as catedrais da alma. Pessoas que amam e respeitam a Natureza, tirando partido dela sem a destruir, pessoas que acreditam que homens e mulheres têm os mesmos direitos e se respeitam. Estes são os Pagãos."
Oração à Grande Mãe
Senhora do Céu e da Noite salpicado por Estrelas
Guardadora de meus sonhos e visões
Mostra-me como transformar sonhos em realidade
Ensina-me a usar minha força de vontade
Para superar meu antigo poder
Revela minhas facetas de luz e de sombra
Para assim alcançar a totalidade.
Mãe, ensina-me a ouvir a minha voz interior
Silenciando o turbilhão da minha mente
Para escutar o teu chamado no pulsar do meu coração.
Que assim seja e assim se faça!


Com as bênçãos Dela,sempre !

domingo

Era uma vez uma Bruxa e 2 ladrões...


Como toda Bruxa que se preza adoro Histórias,em especial as de ...Bruxas !!! Se forem divertidas , bem-humoradas, e inteligentes... melhor !
Para a criançada e aqueles que ainda acalentam o lado criança em si...

A bruxa e os 2 ladrões

Dois ladrões lembraram-se, certa noite, de assaltar a casa de uma mulher que vivia sozinha e que, ao que lhes constava, era pessoa de grandes teres.
Julgando-a a dormir, os ladrões subiram sorrateiramente a um janelo e entraram na casa, onde vasculharam tudo o que puderam à procura de coisa que valesse a pena roubar. A dada altura, porque o barulho que faziam já era muito e a dona da casa não dava qualquer sinal, os ladrões aperceberam-se de que, afinal, não se encontrava lá mais ninguém. Podiam, por isso, roubar à vontade.
- Onde teria ela ido a estas horas? — perguntaram um para o outro.
Nisto, um deles, ao remexer por baixo do escano, junto à chaminé, encontrou uma estranha taça, com um líquido meio amarelado, que tanto podia ser azeite como podia ser mel, ou coisa parecida. E logo desconfiaram que a mulher era uma bruxa, e que, àquela hora, teria ido embogar-se a qualquer lado. A explicação estava naquela taça que tinha o óleo com que ela se untava antes de partir.
Mas a curiosidade tentou-os. Os dois ladrões resolveram untar-se também para verem o efeito, e, mal acabaram de o fazer, voaram ambos pela chaminé, indo pousar ao cimo da torre da igreja, de onde não puderam descer. Na manhã seguinte, quando as pessoas saíam de casa para o trabalho, deram pela presença dos dois homens empoleirados no campanário e todas desataram em grandes gargalhadas.
- Tirem-nos daqui! Tirem-nos daqui! — gritavam eles.
- E como diabo é que vós fostes aí parar? — perguntavam as pessoas, ao mesmo tempo que procuravam uma escada comprida para os tirarem dali.
Eles, no entanto, não deram qualquer explicação. Se o fizessem teriam de confessar que haviam estado a roubar uma casa na aldeia. E, assim, nem eles acusaram a mulher como bruxa, nem esta os acusou a eles como ladrões.
Local: Vinhais, Bragança
PARAFITA, Alexandre, O Maravilhoso Popular - Lendas, contos, mitos, Lisboa, Plátano Editora, 2000


Esta história foi retirada do blog da incrível "Quimera" e vale uma visita...http://ocastelodeochusbochus.blogspot.com/

Com as Bênçãos da Grande Mãe, sempre !

sexta-feira

domingo

Prece às 7 direções Galáticas - Agradecendo às bênçãos recebidas...!


Queridos Amigos :
Agradecer sempre...a tudo e a todos...e principalmente ao Cosmos...

Desde a Casa Leste da Luz
Que a Sabedoria se abra em aurora sobre nós
Para que vejamos as coisas com claridade.
Desde a Casa Norte da Noite
Que a Sabedoria amadureça entre nós
Para que conheçamos tudo desde dentro.
Desde a Casa Oeste da Transformação
Que a Sabedoria se transforme em ação correta
Para que façamos o que tenha de ser feito.
Desde a Casa Sul do Sol Eterno
Que a ação correta nos dê a colheita
Para que desfrutemos os frutos do ser planetário.
Desde a casa superior do Paraíso
Onde se reúne o Povo das Estrelas e os Antepassados
Que suas bençãos cheguem até nós agora.
Desde a Casa Interior da Terra
Que o pulsar do coração de cristal do Planeta
Nos abençoe com suas harmonias
Para que acabemos com as guerras.
Desde a Fonte Central da Galáxia
Que está em todas as partes ao mesmo tempo
Que tudo se reconheça como Luz de Amor Mútuo.
AH YUM HUNAB KU
(Saudação Maia ao Sol Central - Entoar 3 vezes)
EVAN MAIA E MA HO
(Salve a Harmonia da mente e da Natureza - 3 vezes)

Mil vezes obrigada !
Bênçãos Dela a todos, e sempre !

terça-feira

Primavera : aceitarei o convite...


Primavera - Cecília Meireles
     A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.


    Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.


    Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.


    Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


    Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.


    Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.


     Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.


    Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.


     Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.




Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

Ainda que me sinta em pleno inverno, me deixarei levar pelos apelos coloridos da Primavera...e quem sabe não dançarei com a Deusa coroada de flores...
Bênçãos Plenas

quinta-feira

Runas...runas ??? runas !!!

O conselho está dado...O desafio está lançado...!
Uma xícara de chá ? Quem pode resistir ...!
Bjs e bênçãos !

segunda-feira

Desafios...quem deles pode escapar ?

Parece que a vida está sempre a nos pregar peças...
Quando acreditamos que vamos desacelerar e conseguir alcançar o "ritmo normal" algo surge...inesperado...desafiador ...Virar-lhe as costas ? Bem gostaria...ou não . Mas nem posso, então de que adianta fazer conjecturas malucas e impossíveis.
Respirar fundo...aquietar-se num canto e ( se for possível) permanecer um tempo por lá...um chá, um incenso, uma vela poderão auxiliar... gosto de, nestas situações, me deixar levar olhando para a fumaça do incenso que se enrosca e sobe...ou admirar o tremeluzir das chamas da vela, em completo silêncio.
Um tempo sem pensar. Um tempo sem tempo.
Respirar fundo e enfrentar a loucura que deixamos "lá fora nos esperando...".
Estes momentos são tão intensos quanto necessários para mim, que ultimamente tenho que enfrentar a realidade com muita frequência...
Beijos e Bênção a todos !